Desvendando o Mato Grosso

Está localizado no Centro-Oeste brasileiro, é o maior estado em extensão territorial da região e o terceiro maior do país. Faz fronteiras com os estados de Goiás, Tocantins, Pará, Amazonas, Rondônia, Mato Grosso do Sul, além da Bolívia. Os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, formavam uma única unidade federativa, mas em 1977 o Governo Federal decretou a divisão, pois havia uma grande dificuldade de promover o desenvolvimento econômico na região, devido a sua grande extensão.

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O Mato Grosso possui 141 municípios. A capital mato-grossense, Cuiabá, é habitada por mais de 550 mil pessoas e está exatamente no centro da América do Sul – as distâncias das extremidades norte, sul, leste e oeste se encontram sobre a cidade -. Além de ser a porta de entrada para diversas atrações turísticas do Cerrado, como o Pantanal e a Chapada dos Guimarães, o local tem seus próprios encantos. A população é resultado de uma mistura curiosa de povos tradicionais e imigrantes.

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CHAPADA DOS GUIMARÃES:

Porta de entrada do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães, a cidade que leva o mesmo nome da reserva oferece pousadas confortáveis, restaurantes aconchegantes e uma pracinha que nos finais de semana, funciona como feirinha de artesanato durante o dia e ponto de encontro dos visitantes na parte da noite.

O Parque Nacional é um território de paredões de arenito em tons de vermelho e laranja, formações rochosas gigantescas, cachoeiras, cavernas, mirantes e cânions. Considerado um dos Patrimônios Mundiais da Humanidade pela Unesco, no Brasil, ele fica a aproximadamente 70 km da capital Cuiabá, 11 km do centro da vila e tem mais de 32 mil hectares de terra protegida com um relevo peculiar. O local possui paisagens fascinantes, trilhas incríveis, para quem gosta de aventura, e cachoeiras de água gelada.

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Importante ressaltar que todas as atividades desenvolvidas no Parque Nacional tem entrada gratuita, mas necessitam de agendamento e acompanhamento por guias de turismo devidamente treinados para este ambiente e previamente autorizados pelo Instituto Chico Mendes (exceto a cachoeira Véu da Noiva, que é aberta a visitação autônoma, mas não faz parte deste circuito). Portanto, você deverá visitá-la separadamente.

O circuito passa por sete cachoeiras: 7 de Setembro, Sonrisal, Pulo, Degrau, Prainha, Andorinhas e Independência. Entre a cachoeira da Prainha e a das Andorinhas, há duas piscinas naturais. Todo o circuito é liberado para banho, exceto a Cachoeira Independência. Se possível, vá à Casa de Pedra, uma bela formação rochosa com inscrições rupestres.

Todo percurso das cachoeiras e quedas d’água está em uma distância de 6 km de caminhada de nível leve a moderado. Elas estão separadas, em média, por 1 km e isso faz com que as pessoas não sintam tanto o cansaço, pois as quedas d’água no meio do caminho nos fazem relaxar um pouco. Não há nenhum comércio ao longo do circuito, por isso leve água e lanche. A trilha é bastante aberta, com vegetação baixa, não oferece muitas sombras então, não se esqueça do boné e do filtro solar. Abaixo estão os pontos visitados durante o circuito. A ordem das cachoeiras muda de acordo com a opção feita pelo guia turístico.

  • Cachoeira Sete de setembro

Tem uma queda de aproximadamente 2 metros de altura, é razoavelmente rasa e a correnteza não é forte, portanto é fácil nadar até alcançar o banco de pedras que fica logo abaixo da queda.

  • Cachoeira Sonrisal

Uma pequena cachoeira que possui um nome engraçado devido ao movimento realizado pela água, que forma uma hidromassagem com uma espuma branca constante.

  • Cachoeira do Pulo

Bem ao lado da Cachoeira Sonrisal, tem cerca de 3metros de altura. Possui esse nome, pois antes muitas pessoas saltavam do alto da cachoeira, mas hoje não é permitido fazer isso devido aos inúmeros acidentes ocorridos.

  • Cachoeira do Degrau

Formada pelo rio Sete de Setembro, é uma cachoeira com vários degraus, que lembram uma escada e uma piscina deliciosa. Apesar de pequena, a profundidade é de 2 metros.

  • Cachoeira Prainha

Possui a menor queda d’água de todo o circuito, mas tem uma das maiores piscinas naturais e um tipo de prainha formado pela areia das margens do rio. É ideal para crianças ou para quem quer relaxar.

  • Cachoeira Andorinhas

Com aproximadamente 30 metros de queda d’água, é uma das mais famosas cachoeiras de lá e com certeza a mais incrível. Lá também é possível entrar na água para aproveitar a vista e se refrescar.

  • Cachoeira Independência

Na imensidão de seus 50 metros de altura, só podemos apreciar e conhecer esta maravilha de longe, devido a dificuldades de acesso e à falta de estrutura. A Cachoeira da Independência é a maior do Caminho das Águas com 45 metros de altura.

  • Cachoeira Véu de Noiva

Cartão postal da Chapada de Guimarães, essa cachoeira é formada pelo rio Coxipó e tem 86 metros de queda livre. É considerada o principal ponto de visitação do Parque Nacional. Além da cachoeira, o vale e as paredes do morro aumentam a beleza do local.

Fora da reserva também há lugares maravilhosos para conhecer. Uma das mais encantadoras é a caverna Aroe Jari, uma gigantesca gruta de arenito – 10 metros de altura por 60 metros de largura – com inscrições rupestres e o conjunto inclui ainda a Lagoa Azul, de águas transparentes. O complexo fica a 46 km da Chapada e só é acessível com acompanhamento de guias.

Saiba mais sobre o Parque Nacional no site do ICMBio.

Quando ir:

Procure visitar o local no verão, assim será possível tomar banho nas cachoeiras e ter boa vista dos mirantes, já que durante o inverno costuma haver neblina. Não esqueça de levar em consideração que o período entre dezembro e março tem maior incidência de chuvas, os rios estarão mais cheios e as cachoeiras mais volumosas. De julho a outubro ocorre o período de seca, com altas temperaturas e queimadas. No inverno, entre maio e agosto, as temperaturas podem chegar a 10ºC, mas no restante do ano as máximas ultrapassam 30ºC.

Como chegar:

Existem três formas de chegar até lá, ônibus, carro ou transfers de agência de turismo. Se optar por ir de carro, a estrada é super tranquila e sugerimos que vá durante o dia para aproveitar a paisagem e fazer algumas paradas na região da Salgadeira, onde você vai ver pequenas e refrescantes cachoeiras. Há também ônibus de linha que passm de hora em hora. Outra opção é através de agências de turismo que realizam o passeio, mas não é a opção mais econômica e pode prender você a determinado roteiro.

Onde se hospedar:

Há diversas opções de hospedagem que vão de hostels, pousadas até hotéis boutiques, que costumam ser integrados à natureza e muito charmosos.

Visitas guiadas:

Se estiver com um carro próprio, ou alugado será fácil encontrar um guia na Chapada que irá acompanhá-lo durante os passeios. Se não, você poderá recorrer a uma das agências para realizar o tour em grupo ou de forma individual.

NOBRES:

A cidade tem o mérito da beleza impressionante das águas e da fauna que pode ser encontrada lá, escondida. No local é possível fazer flutuação em rios e nascentes de águas entre o azul-celeste e o azul-turquesa, pontilhados de peixes, mas é importante ressaltar que as atrações de Nobres não ficam em Nobres e sim em Bom Jardim, um distrito a 65 km de distância da prefeitura municipal.

Em Bom Jardim que se encontram os atrativos, as agências e as pousadas, Nobres é apenas a sede do município. Atualmente, falar em Nobres em vez de Bom Jardim é arriscar a mandar o turista para o lugar errado. A vila de Bom Jardim está a 65km da cidade e possui uma população de 500 habitantes. Ela conta com apenas 10 pousadas e poucos restaurantes, mas tudo muito simples e charmoso.

É inevitável comparar a beleza de Nobres com os atrativos de Bonito, no Mato Grosso do Sul. Coincidência ou não, a comparação surge no slogan adotado por agências de turismo e pela Prefeitura de Nobres: “Mais que bonito, é lindo”. A riqueza da fauna aquática é maravilhosa em ambos, mas alguns locais apresentam curiosidades e diferenças entre os dois santuários ecológicos. Uma das principais diferenças é que em Nobres existem muitas áreas de desovas de peixes, o que faz com que você encontre facilmente peixinhos jovens, bem pequenos, nadando junto aos grandões, já em Bonito é mais comum encontrar peixes grandes.

Quatro agências (Rota das Águas, Bom Jardim, Buriti e Anaconda) estão instaladas no distrito, e vendem todos os passeios que precisam necessariamente ser comprados via agência. Dentre os diversos passeios estão: O Balneário Estivado, a Lagoa Salobão, o Reino Encantado, o Rio Triste, a Cachoeira da Serra Azul e a Lagoa das Araras. Além disso, ainda é possível fazer atividades como boia-cross e rafting.

Quando ir:

O Mato Grosso tem a época de cheias que vai de novembro a março e a época de seca, que vai de abril a outubro. Apesar da época de cheias não interferir na visibilidade da água, prefira a época de seca para que as chuvas não estraguem os passeios, já que muitos ficam fechados em dia de chuva. Além disso, no período de cheia há muitos pernilongos que atacam sem dó.

Como chegar:

A cidade fica a 150 quilômetros de Cuiabá e a viagem pode ser um pouco cansativa. Você pode ir com um carro próprio, alugado, ou com agências de turismo que fazem o passeio. Se for de carro, existem duas opções de estradas para chegar lá, uma é a BR 163, que possui um bom trecho de terra, e a segunda opção é pelo Manso, onde a estrada já é mais asfaltada e é possível ver o lindo paredão de pedra da Chapada dos Guimarães. De qualquer forma, as estradas não são tão bem sinalizadas e a viagem dura cerca de 2 horas.

Dica importante: Não siga as placas para Nobres, isso aumentará o seu trajeto em 40km e te fará percorrer os 65km entre um destino e outro, em estrada de terra.

Onde se hospedar:

A vila de Bom Jardim é realmente muito simples, com várias ruas de terra e poucas opções de comércio. Há apenas um mercadinho e uma farmácia, alguns restaurantes e bares. Praticamente todas as pousadas ficam concentradas na beira da estrada e a uma pequena distância entre elas. Além de oferecerem a estadia, muitas funcionam como agências de turismo e agendam os passeios para as principais atrações.

Onde comer:

Não há restaurantes caros e comida refinada em Nobres, mas dá pra contar muito com a comida simples e saborosa da região. Os restaurantes são simples e alguns deles chegam a lembrar verdadeiros ranchos, mas a comida é espetacular. O forte da região é o peixe na brasa, mas o mais legal é que os moradores e comerciantes da região entraram em um acordo e não pescam e nem compram peixes que venham das áreas protegidas de Nobres, a fim de preservar o meio ambiente e garantir os melhores passeios.

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Abaixo estão alguns passeios incríveis para fazer em Nobres:

  • Cachoeira Serra Azul

A cachoeira fica dentro de uma propriedade do Sesc, então é cobrado um valor de R$50,00 por pessoa para a visita. É uma cachoeira linda, localizada bem no meio da mata e com um tom de azul exuberante. No período de cheia não é possível entrar embaixo da queda d’água, porque fica muito forte, por esse mesmo motivo a água fica meio turva e não dá para enxergar os peixes.

  • Rio Triste

O rio é realmente espetacular, tem um tom azulado e uma água extremamente transparente devido ao fundo de calcário, o visual é incrível. O passeio custa em torno de R$65,00 por pessoa e inclui acompanhamento de guia de turismo, sandália apropriada, colete, máscara e snorkel. Durante o passeio é possível enxergar peixes como piraputangas, piavas arraias, dourados e etc. É proibido pisar no fundo do rio e usar protetor solar ou repelente.

  • Aquário Encantado

Um aquário natural escondido entre as árvores, com as águas de um azul límpido, por conta da presença forte de magnésio e uma variedade de peixes enorme. A proposta é para mergulhar com snorkel para enxergar e contemplar a fauna presente.

  • Flutuação no Rio Salobra

Ao lado do Aquário Encantado, é um rio cuja água tem uma leve correnteza. A ideia desse passeio é flutuar ao longo do rio e observar toda a natureza ao seu redor.

  • Lagoa das Araras

Um local de paz, paciência e contemplação, tem em toda sua paisagem e arredores uma vegetação formada basicamente de Buritis, espécie de palmeira típica da região. Ao morrer, o Buriti acaba perdendo sua copa e seu caule fica oco o que forma um habitat propicio para as Araras, Maritacas, Periquitos e outras aves montarem seus ninhos e procriarem. Não se esqueça que a Lagoa das Araras é um lugar de presença da natureza, não espere ver milhões de araras, mas sim algumas sobrevoando a lagoa, indo ou voltando de seus ninhos.

 

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