Conhecendo as belezas da região metropolitana de SP

A região do Grande ABC, ou ABC Paulista faz parte da região metropolitana da capital paulista, sendo reconhecida pelo potencial econômico e pela alta presença de indústrias no local. A sigla ABC contempla Santo André, São Bernardo e São Caetano, mas atualmente também estão inseridas nesse contexto as cidades de Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

O acesso entre a região do Grande ABC, a cidade de São Paulo e o litoral paulistano é feito principalmente entre as rodovias Anchieta e Imigrantes, pelos corredores de trólebus e pelos trens da CPTM. A principal forma de abastecimento de água para a região é feita pela Represa Billings, que banha 5 dos 7 municípios.

Atualmente a região conta com aproximadamente 2,7 milhões de habitantes e que ocupam 828,7 km², onde mais de 50% do total de seu território encontra-se em área de proteção ambiental, segundo estimativas do IBGE (2016).

Apesar da existência de áreas de risco para a população e domicílio inadequados como favelas, cortiços e áreas de mananciais, o ABC é rico em atividades para a população e possui uma alta média de IDH (índice de desenvolvimento humano), sendo o município de São Caetano o que possui o maior IDH do estado de São Paulo e um dos maiores do Brasil.

Vamos apresentar a você lugares incríveis, que valem a pena serem visitados, assim que tiver uma oportunidade e que fica em uma região tão pertinho de São Paulo, com cara de cidade grande e que traz alguns detalhes com aspecto de interior.

RIACHO GRANDE:

A Prainha do Riacho Grande fica localizada em São Bernardo do Campo, na altura do km 29 da Via Anchieta. O local de grande visitação por moradores de diferentes regiões do ABC está revitalizado e possui atrações para pessoas das mais variadas idades, como playground, academias de ginástica ao ar livre, pontos de alimentação, calçadão, vestiários, pedalinhos, passeios de lancha e etc.

A vista da prainha é bem bonita e conta com uma orla bem extensa, sendo maior que muitas praias naturais. O espaço fica lotado principalmente aos finais de semana com sol e céu azul, além disso, com o passar dos anos acabou se tornando ponto de encontro de famílias, casais e amigos. Essa realização é considerada a maior obra turística feita nos últimos anos na cidade.

De domingo há também uma feirinha de artesanato do Riacho Grande que oferece opções de bijuterias, quadros, roupas, cerâmica, madeira, crochê, tricô, tecelagem, bolsas, brinquedos, peixes ornamentais e barracas para alimentação com diversas opções como, pastel, comidas típicas, lanches, doces e bolos. O mais legal de tudo isso é que parte da renda arrecadada na feirinha é revertida para programas sociais. A feira acontece apenas aos domingos, das 08h às 17h.

ESTRADA VELHA:

O Parque Caminhos do Mar, conhecida antigamente como Estrada Velha de Santos, fica localizado numa área entre São Bernardo do Campo e Cubatão. O local recebe turistas que fazem o passeio de percorrer 9 km para conhecer prédios históricos, a beleza da mata atlântica e a história do lugar.

Várias agências e grupos realizam essa visita, caso você opte por fechar a viagem com ônibus que levam e buscam no horário combinado. O passeio dura em média de 5 a 6 horas no total e os principais atrativos visitados são: Casa de visitantes do Alto da Serra, Pouso Paranapiacaba, Ruínas do Pouso, Calçada do Lorena, Rancho da Maioridade, Padrão do Lorena e Cachoeiras da Estrada Velha de Santos.

Desde o final de 2015, a gestão do parque é de responsabilidade da Fundação Florestal e os agendamentos de visitas podem ser feitos pelo telefone, com no mínimo 7 dias de antecedência. O passeio precisa ser agendado anteriormente, pois as visitas são bem concorridas. Se você optar ir por conta própria vai pagar apenas os R$ 28,00 do ingresso do Parque e será acompanhado de um guia turístico.

O que levar?

É importante lembrar que você vai passar um dia todo no parque para conhecer suas atrações e que lá não há pontos de alimentação. Por isso, não esqueça de levar: água, um lanchinho, suco, frutas, barra de cereal, protetor solar, óculos de sol, boné ou chapéu, agasalho, capa de chuva, tênis, repelente e um saquinho plástico para levar seu lixo embora.

Vale lembrar

Sempre é bom ressaltar que esse passeio não é recomendado para crianças menores de 10 anos e pessoas maiores de 65 anos devido a distância e ao grau de inclinação da estrada, que possui subida íngreme. Pessoas com dificuldade de locomoção, problemas nos joelhos, tornozelos e pés também devem evitar o percurso.

A caminhada acontece em uma via pavimentada com 9 km de extensão e menores de idade desacompanhados dos pais precisam de uma autorização assinada pelos responsáveis.

PARANAPIACABA:

Se você está buscando o sossego de uma vila com aura inglesa, Paranapiacaba é o lugar. A Vila faz parte da cidade de Santo André e está localizada na região próxima às cidades de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Paranapiacaba é cercada por casas que remetem a uma atmosfera britânica, a maioria das construções do local é feita em pinho de riga, madeira nobre com origem no Leste Europeu.

O local tem diversos atrativos para serem visitados, uma das principais atrações é o circuito cultural. Esse circuito foi construído em 1897 com o objetivo de abrigar empório de secos e molhados. O antigo mercado funcionava também como lanchonete, mas após passar anos fechado acabou sendo restaurado e virou um Centro Cultural que recebe exposições temporárias e festivais como o Festival de Inverno.

Para chegar na Vila, muitas pessoas fazem o trajeto de carro, ônibus e até mesmo uma boa pedalada em grupo, mas se você tiver opção de escolher, vá de expresso turístico. O Expresso sai da Estação da Luz e percorre um trajeto de 48 km que corta toda a região do ABC e segue em direção à Serra do Mar, passando pela rota do café. Todo o trajeto é muito divertido, feito por uma composição de dois carros de aço puxados por uma locomotiva a diesel. A duração da viagem é de 1h30m mas só ocorre aos domingos e custa 45 reais para uma pessoa e 75 reais para duas. Se optar por esse tipo de deslocamento, procure com antecedência, pois os lugares são bem disputados. Clique aqui para saber mais.

As ruas estreitas, casas de madeira, a Torre do Relógio Johnnie Walker, símbolo histórico da cidade que servia para regular os horários das locomotivas e que hoje é cenário das fotos mais belas, e principalmente a neblina que surge nos fins de tarde compõem o cenário desse destino histórico com ambiente londrino.

O Museu Castelo, construído em 1897, era a moradia do engenheiro chefe da Vila, Frederic Mens, ele fica localizado no topo de uma colina. Lá do alto o engenheiro controlava todo o funcionamento da ferrovia e o trabalho dos operários. Hoje o local abriga móveis antigos, fotos, documentos e um acervo de equipamentos ferroviários.

Para os aventureiros, uma opção muito legal no destino são as seis trilhas com diferentes níveis de dificuldade que estão espalhadas pelo Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba. No Parque você vai encontrar cedros, bromélias e orquídeas, além da fauna silvestre, como beija-flores, pica-paus, tangarás e macuco. O Parque dispões de um Centro de Visitantes que retrata parte da Mata Atlântica com replicas de plantas e animais.

A Rua Direita abriga os barzinhos, restaurantes e lojinhas, lotados no feriado e finais de semana. As opções são poucas, mas os preços são bons, assim como o self-service à vontade. O Bar da Zilda é o mais famoso e tem as mesas na calçada mais disputadas, mas não deixe de conferir as outras opções rua acima, onde os valores são bem menos inflacionados.

Não vá embora sem antes visitar a Igreja Bom Jesus de Paranapiacaba. Antiga e muito bonitinha, ela fica sozinha no alto de uma montanha, do outro lado da linha férrea. A construção é belíssima por dentro e faz parte de um marco da chamada Parte Alta de Paranapiacaba.

Se você optar por fazer a visita ao distrito no verão, vá com roupas leves e calçados confortáveis. Para fazer a trilha, o melhor é ir de tênis ou bota para caminhar tranquilamente. Sempre leve uma sombrinha e uma blusa, porque os fins de tarde são mais frios do que próximo ao centro de Santo André.

Para aproveitar bem o passeio, tente chegar cedo, assim terá tempo de fazer as trilhas, ver os trens antigos que ficam por lá, museus, além de curtir bastante o visual e fazer fotos bem bacanas sobre o destino. O ideal é que tire um dia só para conhecer tudo o que o lugar tem para oferecer e depois volte com foco nas trilhas se você tiver um espírito mais aventureiro.

 

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