Chegou a hora de viajar pela África do Sul

Com quase 50 milhões de habitantes e uma semelhança enorme com o nosso Brasil, a África do Sul é famosa pela savana, animais selvagens, diversidade de culturas, idiomas e crenças religiosas. No local, 11 línguas oficiais são reconhecidas pela Constituição do país, o inglês é uma delas e esta entre os idiomas mais falados na região. O povo é muito acolhedor e faz com que a experiência seja ainda melhor para os brasileiros que estão acostumados com o calor humano do nosso país.

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Embora cerca de 70% da população seja negra, os habitantes são de diferentes grupos étnicos, os brancos descendentes de holandeses e ingleses, que respondem por 12%, euroafricanos, representam 13%; indianos, 3%; e outras etnias, 2%. Apesar de todos os esforços feito no país a partir de 1944, quando pessoas como Nelson Mandela, líder político que batalhou para libertar o país do apartheid (segregação racial), o preconceito racial ainda está bem enraizado no local.

Devido ao clima e a geografia, o país tornou-se referência nos esportes radicais, como o maior bungee jump do mundo, ou atividades como surfe, rafting, escalada e trilhas por gigantescos parques naturais. A infraestrutura do país melhorou muito nas grandes cidades, por conta da África do Sul ter sido sorteada para sediar a Copa do Mundo de 2010, mas ainda há muito a fazer.

Como chegar:

Para chegar à África do Sul, há opções de voos diretos da South African Airways entre São Paulo e Johannesburgo, que duram cerca de 8 horas. De lá é possível se conectar com os outros maiores centros turísticos do país, cidades como Durban, Cidade do Cabo e Port Elizabeth. Não é necessário visto para entrar no país.

Quando ir:

A África do Sul está localizada no Hemisfério Sul, isso significa que quando está na estação de verão, a América do Norte e a Europa estão na estação de inverno. Além disso, também tem duas regiões climáticas muito diferentes – a Região Mediterrânea do Cabo e o resto do país.

As estações do ano poderão condicionar o tipo de atividade que se pretende fazer. No inverno, período entre junho e setembro, o clima é frio e mais seco, ideal para praticar caminhadas e atividades ao ar livre, assim como presenciar a vida selvagem e os safaris, pois há menos folhas nas árvores e isso facilita a visualização de animais.                                       

Durante a primavera, entre outubro e novembro, é a baixa temporada no país e o melhor a fazer é aproveitar para visitar áreas de natureza e as vastas planícies. O outono ocorre entre os meses de março e maio e também é período de baixa estação, bom para quem gosta de viagens mais tranquilas.

Os meses de alta temporada estão principalmente no verão, entre dezembro e fevereiro (como no Brasil). Na parte central e nordeste do país (Kruger), o clima predominantemente tropical e chuvas intensas com temperaturas de até 35º C. Na região sudeste e sul, os verões são secos e agradáveis, além de dias mais longos e até propícios para fazer Safaris. 

Moeda do país:

A moeda corrente na África do Sul é o Rand (Zar). Em janeiro de 2017, 1 real está sendo comprado a 4 rands. Sempre é bom verificar a cotação da moeda antes de viajar, ou antes de trocar o dinheiro. (https://www.oanda.com/lang/pt/currency/converter/) O Imposto de Valor Agregado (VAT) é cobrado na hora da compra, mas você pode pedir o reembolso para mercadorias acima de 250 Rands, no dia de retorno ao país de origem.

O custo de vida no país não é muito diferente do Brasil, alguns produtos e serviços acabam saindo ainda mais barato na África do Sul. Levar moeda local é sempre bom e há também uma grande vantagem, se levar o dinheiro em espécie não precisa pagar IOF. O ideal é levar pelo menos o correspondente a 200 dólares. É melhor comprar o dinheiro no Brasil do que levar dólares e trocar lá, pois o câmbio aqui é mais favorável.

Vale lembrar:

Na África do Sul, a vacina contra a febre amarela é exigida e deve ser tomada pelo menos 10 dias antes do embarque. Depois de vacinado, é preciso entrar no site da ANVISA e se cadastrar com login e senha. No dia da viagem é necessário validar a vacina no posto da ANVISA e obter a carteira internacional de vacinação. No caso de São Paulo, o local para realizar o procedimento é o Aeroporto de Guarulhos.

JOHANNESBURG:

Johannesburg é um destino urbano que possui diversos restaurantes, shoppings, comércio e passeios pela cidade. Entre três ou quatro dias são suficientes para conhecer os principais pontos turísticos da região e conhecer um pouco mais sobre essa cultura.

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Mesmo que você não fique muito tempo na cidade, há alguns pontos turísticos fundamentais para visitar em qualquer que seja o roteiro. Um dos maiores atrativos da cidade é o Museu do Apartheid, este é o momento em que você vai se aprofundar na história sul-africana, se emocionar e sentir na pele como foi o regime de segregação racial que vigorou por quatro anos no país e que infelizmente deixou resquícios até hoje.

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Soweto é um outro lugar imperdível na cidade, um bairro que foi cenário de importantes lutas políticas durante a época do Apartheid. O local nasceu sob a base do regime de segregação racial, onde por lei os negros deveriam viver em regiões afastadas dos brancos. Lá está localizado o Museu Hector Pieterson, que tem esse nome em homenagem a um garoto de 13 anos que morreu nos braços de um amigo enquanto protestava pela democracia.

Em Soweto ainda há o museu Casa do Mandela, onde Nelson Mandela, o maior líder da luta contra a segregação racial, viveu por anos. O local funciona de segunda a domingo das 09h às 16h45 e não abre para visitação nas sextas-feiras.

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Um lugar incrível para conhecer e ver o melhor pôr do sol da cidade é o Carlton Centre. O edifício oferece uma visão de 360º da cidade e um visual deslumbrante. Se quiser se divertir ou apostar as fichas em um cassino, vá a Gold Reef City, um complexo para todas as idades, formado por hotel, restaurantes, cassino e um parque de diversões para toda a família.

Conhecer o lado selvagem da África é o que não pode ficar de fora da sua viagem. Uma dica é ir ao Parque Pilanesberg, cerca de 200 km de Joburg, que oferece uma experiência inesquecível para pessoas de todas as idades. Sem sair do carro, você poderá tentar encontrar os “big five” – os cinco mamíferos mais difíceis de serem encontrados por conta da caça – em seu habitat natural. A sensação de ver esses animais de tão perto é indescritível, nao deixe de visitar um parque desses.

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Do aeroporto ao centro:

Chegando no Aeroporto de Johannesburg, você poderá utilizar táxis, ônibus, carros alugados no local, ou o Gautrain, que é um serviço de transporte deixado como legado da Copa do Mundo de 2010. Se você estiver sozinho, a melhor opção é optar o Gautrain e fugir do trânsito de uma forma segura. Se estiver em um grupo de até quatro pessoas, a melhor alternativa pode ser os táxis, que não sairão tão caro quando divididos.

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Caso você já esteja em solo africano, pode chegar até a cidade de trem, que apesar da baixa velocidade, pode proporcionar visuais inesquecíveis durante o trajeto. Andar de carro também é tranquilo, pois as estradas têm boas condições, são sinalizadas e os veículos modernos, mas as distâncias entre as cidades podem ser longas. Não esqueça de tomar cuidado, porque os carros andam na mão inglesa e vale lembrar que a carteira de motorista de brasileiros é válida durante um mês no território.

Onde ficar:

A cidade é grande com diferentes bairros e escolher bem onde você vai ficar é fundamental na hora do planejamento da viagem, pois as distâncias podem ser longas até um ponto que seja de seu interesse e o transporte público deixa a desejar. Optar por um hotel bem localizado e próximo de uma área comercial é uma excelente alternativa para evitar gastos com transporte.

Por questões de segurança e pelas distâncias, quase não se anda a pé durante à noite na cidade, a não ser em lugares específicos, como algumas áreas fechadas, onde foram criados complexos hoteleiros e pontos de entretenimento. Os preços dos hotéis são similares ao de capitais brasileiras e há opções de todos os preços e níveis de conforto em toda a cidade.

Quando ir:

Se você pretende fazer um safári, é preciso levar em consideração a época do ano, para que seja possível encontrar os animais. Por isso, não vá em períodos muito quentes e prefira realizar os passeios de manhãzinha ou ao final da tarde.

O inverno no país é a estação mais seca, com temperaturas amenas e o verão é repleto de chuvas e altas temperaturas. No inverno as temperaturas a média de temperatura está em 12º C, mas podem chegar a até -10ºC. Já no verão, a média é de 20ºC, mas a temperatura pode chegar a mais de 30ºC. Se optar por viajar no calor, carregue roupas leves, mas caso escolha a estação mais fria, não deixe de levar um misto de roupas leves e também agasalhos quentinhos.

Onde comer:

Joburg é uma cidade cheia de restaurantes para todos os tipos de paladares. Lá é possível encontrar restaurantes de massas, carnes, peixes (o forte do país), comida vegetariana, japonesa, africana, contemporânea, entre outras. O melhor de tudo é que lá você come bem e por preços mais acessíveis que nas capitais brasileiras.

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Um lugar bem gostoso para conhecer um pouco da cozinha africana é o Moyo, restaurante de cardápio contemporâneo e bem criativo. No restaurante, a experiência vai além da culinária local, traz também um pouco das músicas regionais.

Se você aprecia um bom vinho, vale lembrar que a África do Sul é uma grande exportadora de vinhos e produz exemplares maravilhosos.

CAPE TOWN:

Cape Town, ou Cidade do Cabo é famosa pelo seu porto natural. Uma das cidades mais bonitas do mundo e comparada ao Rio de Janeiro por conta das praias maravilhosas e montanhas. A capital legislativa do país, está localizada na região de Western Cape, onde fica o Parque Nacional da Table Mountain e a Reserva Natural do Cabo da Boa Esperança.

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Além disso, é a segunda cidade mais populosa do país, ficando atrás apenas de Joburg. Se você estiver com um tempo legal na viagem, aproveite de quatro a seis dias para explorar a cidade com calma. Se houver mais tempo, melhor porque assim você poderá conhecer tudo com calma, pois são muitos os pontos turísticos e os passeios.

Quando ir:

O inverno e verão na Cidade do Cabo são bem distintos, então é preciso planejar bem o período da viagem. As estações seguem o padram do hemisfério norte e a melhor época para curtir a cidade e suas praias é no verão, mas é nesse momento também que as praias ficam cheias de gente na areia. Areia não é apenas uma expressão, o mar é muito gelado e poucas pessoas se arriscam a dar um mergulho.

A cidade recebe ventos constantes independentemente da época do ano em que você viaje, o conselho é para levar um agasalho e se proteger do vento, que deixa a sensação térmica mais baixa. Se você é daqueles que curte festas, faça a viagem durante o Carnaval, que é celebrada com eventos e músicas regionais.

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Como se locomover:

A melhor maneira para se deslocar em Cape Town e conhecer os principais pontos turísticos é usando os ônibus turísticos. Eles são divididos por três linhas que fazem trajetos diferentes. Existe a linha azul, a roxa e a mais popular que é a vermelha, conhecidos como hop on hop off. Você pode descer e subir do ônibus quantas vezes quiser e geralmente o intervalo deles é de 20 minutos.

Se optar por alugar um carro, você terá mais liberdade para se deslocar, mas fique atento à mão inglesa e aos parquímetros distribuídos por quase todos os lugares.

O que fazer:

Separamos alguns lugares imperdíveis para visitar na Cidade do Cabo:

  • Table Montain: Uma das montanhas mais famosas da África e dá para avistá-la de diversos pontos da cidade. Em cima dela é possível apreciar as belezas da cidade, além das praias de Cliffton e Camps Bay.
  • Robben Island: Durante três séculos o local abrigou uma base militar, um hospital e uma prisão. Local onde Nelson Mandela passou 18 anos preso, é ótimo para conhecer mais sobre a história marcante do país.
  • V&A Waterfront: Um complexo de lojas, bares e restaurantes. Por lá também é possível encontrar um shopping center, o aquário Two Oceans Aquarium, galeria de arte e um espaço para eventos ao vivo.
  • Passeio pelas vinícolas: A região do Cabo é uma grande produtora de vinhos. Não deixe de fazer um passeio pelas vinícolas, que possuem cenários naturais belíssimos e geralmente oferecem degustação de vinho aos visitantes por preços bons.
  • Conhecer a península: O passeio dura um dia e consiste em contornar a península de carro, parando nos pontos mais atrativos e passando por diferentes paisagens incríveis, com muito verde, montanhas e um mar fantástico.
  • Signal Hill: Um morro que pode ser considerado como um dos lugares mais incríveis da cidade para apreciar o pôr do sol que a cidade reserva aos seus visitantes. Leve sua câmera fotográfica e seu lanchinho, pois não há nenhuma estrutura além do estacionamento.
  • Boulder’s Beach: O local parece cenário de filme e traz uma bela baía de águas turquesas e areias branquinhas, onde mora uma colônia de mais de 2 mil pinguins das espécies mais raras do mundo.

 

DURBAN:

A cidade está localizada na costa do Oceano Índico e sempre foi ponto de encontro de surfistas do mundo que estão a procura de águas cristalinas para desfrutar ondas incríveis. A terceira maior cidade do país em termos de habitantes (São 2,7 milhões na cidade e 4 milhões na área metropolitana) conta com paisagens naturais exuberantes.

Mahatma Gandhi foi um morador da cidade por 21 anos e as influências da cultura indiana estão por toda parte, desde gastronomia, crenças, arquitetura, até a língua. Isso, porque esta é a maior cidade indiana do mundo fora do território da Índia, com 1 milhão de descendentes. No Victoria Street Market, os indianos espalhados por mais de 170 stands vendem temperos, chás, carnes, peixes, tecidos e souvenirs.

Uma das cidades sede da Copa do Mundo de 2010, foi beneficiada após o evento. Linhas de ônibus foram ampliadas na tentativa de descongestionar o trânsito. Nas ruas e avenidas da cidade foi instalado um sistema moderno de sinalização projetado com tecnologia sustentável para economizar energia.

O antigo estádio Kings Park foi transformado em Moses Mabhida, com capacidade aproximada para 70 mil pessoas. Atualmente o estádio virou um espaço que reúne diversas atividades como o maior swing do mundo (bungee jump com pêndulo, em que a pessoa cai dentro do estádio).

O que fazer:

Separamos alguns lugares imperdíveis para visitar em Durban:

  • Templo Hare Krishna: Considerado o maior templo do Hemisfério Sul, o lugar impressiona por sua arquitetura e riqueza de detalhes. No interior do templo você vai encontrar luzes de cristais e estátuas de bronze. Lá há um lindo jardim e um restaurante vegetariano incrível.
  • Museu KwaMuhle: Esse museu é quase que uma parada obrigatória em Durban. Ele transborda história sobre o local e mostra as questões do Apartheid através de fotos, vídeos e registros. Ele mostra os momentos de dificuldades e sofrimento da população e também, o processo de libertação. A entrada é gratuita.
  • Estádio Moses Mabhida: Além de ser palco da Copa do Mundo de 2010, esse estádio tem uma vista incrível lá de cima e oferece o maior swing do mundo, que sai de uma plataforma de 106 metros de altura.
  • Victoria Street Market: Nesse local, indianos vendem temperos, carnes, peixes, saris, temperos e muitas outras coisas. Legal para conhecer um pouco da cultura indiana dentro da África e passear nas diferentes culturas.

PRETÓRIA:

Pretória é um dos destinos mais famosos dentro da África do Sul, a capital executiva da do país está localizada na província Gauteng, a cerca de 50 km de Johanesburgo. Na cidade fica a sede da presidência sul-africana, no Union Buildings, e lugares como o Monumento Voortrekker, a casa do antigo presidente Kruger.

A cidade possui aproximadamente 2,3 milhões de habitantes e é destaque por ser o principal ponto político do país. A cidade oferece alguns aspectos que impressionam os turistas, como praças, monumentos, museus, muito verde e edifícios elegantes.

Pretória, também chamada de Tswane, foi sede de alguns jogos da Copa do Mundo de Futebol em 2010, que atraiu milhares de turistas durante o período de realização.

Quando ir:

O clima em Pretória é caracterizado por invernos amenos e verões quentes e úmidos, caracterizados por chuvas e trovoadas frequentes, especialmente durante os meses de novembro e janeiro. Se você der sorte de conhecer Pretória em uma época florida, ficará encantado com as paisagens dos jacarandás. 

O que fazer:

Separamos alguns lugares imperdíveis para visitar em Pretória:

  • Union Buildings: Um edifício que é a sede oficial do governo Sul-Africano e também abriga os escritórios do presidente. Não é possível entrar no prédio, mas em frente há um lindo jardim e uma enorme estátua do Mandela de braços abertos.
  • Monumento Voortrekker: Feito em homenagem aos emigrantes que partiram do domínio britânico no Cape. No local há um parque, um museu e espaço para andar de bicicleta ou fazer hiking.
  • Church Square: Centro histórico da cidade, cercado pela igreja, Palácio da Justiça e prédios antigos. O Palácio da Justiça foi onde Nelson Mandela e membros da ANC foram julgados por traição.
  • Pretoria National Botanical Garden: Um jardim florido e frequentado por quem gosta de fazer piquenique. O local é bonito, bem cuidado e tem algumas trilhas para caminhar e observar a paisagem.
  • Zoológico Nacional Gardens: O Jardim Zoológico Nacional tem mais de 3 mil animais individuais representando mais de 500 espécies diferentes e a coleção inclui diversos tipos de animais e atrai mais de 600 mil visitantes por ano.

KRUGER NATIONAL PARK:

O safári no Kruger National Park é o maior parque nacional da África do Sul, com 19 mil km quadrados. O local é mundialmente famoso por ser conhecido como a melhor experiência da vida selvagem no país. O parque foi criado em 1898 numa área explorada por mineradoras que buscavam ouro e outros minerais. O local abriga e protege quase dois milhões de hectares da savana africada.

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A diversidade das formas de vida presentes e as técnicas de gestão do espaço imenso, aliadas a políticas ambientais modernas que fazem deste parque um dos mais importantes e famosos do mundo. Através de muitas pesquisas foram registradas 507 diferentes tipos de aves, 147 espécies de mamíferos, diversos anfíbios, peixes, répteis e uma flora incrível.

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O parque possui ainda 16 áreas distintas que estão divididas de acordo com a vegetação predominante. Seis rios alimentam a região formada por uma enorme infraestrutura eos visitantes podem desfrutar de imagens impressionantes. Em todo percurso do parque é possível se deparar com diferentes espécies de animais.

Big Five

Big Five é um termo criado por caçadores e muito utilizado no parque, ele se refere aos cinco mamíferos mais difíceis de serem caçados em todo o continente: leão, elefante, búfalo, leopardo e rinoceronte.

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Esses são os animais mais temidos da savana africana e é por causa deles que muitas pessoas visitam o local. Nós tivemos uma sorte imensa de ver todos os animais no período em que estivemos no parque, mas muitas pessoas não possuem a mesma sorte e tem gente ainda que acaba não vendo nenhum deles.

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Um dos animais mais fáceis de se encontrar no parque são os búfalos, eles ficam quase sempre nas margens dos rios. Há uma estimativa que exista cerca de 1,5 mil leões, 12 mil elefantes, 2,5 mil búfalos, 1 mil leopardos e cerca de 5 mil rinocerontes brancos e negros dentro do parque, mas esses animais não podem ser seu único objetivo ao fazer o safári no parque, porque já diversos outros animais imperdíveis. Além dos big five há animais como girafas, zebras, macacos, diversas aves, peixes e todos estão lá protegidos de agressões e ataques humanos.

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Quando ir:

Uma época bem legal para fazer o safari no Kruguer é entre junho e agosto, período em que quase não chove. Com a vegetação mais seca e a água mais escassa, fica mais fácil ver os animais que se aglomeram próximos a rios e lagos. Se você optar pela visita no período do verão, entre dezembro e fevereiro, vai sentir muito calor e ter o privilégio de observar com facilidade os filhotes que nasceram na primavera.

Quanto custa:

Para conhecer o safári no Kruguer, é preciso pagar uma entrada que custa cerca de ZAR 280. Crianças com menos de dois anos não pagam e até doze anos tem direito a meia entrada. No site da Sanparks (https://www.sanparks.org/parks/kruger/), administradora dos parques e reservas naturais na África do Sul, você encontra mais informações e pode até garantir o seu ingresso antecipado.

Como andar por lá:

Existem várias empresas especializadas em safári no país que fazem esse passeio e tudo vai depender de quantos dias você está planejando ficar por lá. Em geral, os pacotes incluem guia, roteiros, transporte, hospedagem e até mesmo alimentação.

Horário de funcionamento:

Não esqueça de ficar atento aos horários de abertura e principalmente, fechamento dos portões. Eles costumam abrir entre 4h30 e 6h e fecham entre 17h30 e 18h30. Se você entrar os sair fora desse horário estará sujeito a uma multa de ZAR 500. Há nove opções de entrada e saída do Kruguer: Pafuri, Punda Maria, Phalaborwa, Orpen, Paul Kruguer, Phabeni, Numbi, Malelane e Crocodile Bridge.

 

 

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