Hola! Chile!

 

O Chile está entre os destinos mais queridos dos sul-americanos. Um país que encanta com a sua mistura de paisagens, clima e território tão diferentes. A geografia do local é muito peculiar, pois é extenso em comprimento, mas pouco largo e isso permite que ao longo do seu território o clima mude completamente.

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Um lugar que possui mundos diferentes, mas ligados por uma estreita e longa faixa de terra, proporcionando diversos roteiros de viagem. O leque de possibilidades neste país é tão extenso que em um dia você pode estar no Deserto do Atacama, onde nunca chove e no dia seguinte estar curtindo um frio na Patagônia Chilena.

Se você está entre aqueles que gostam de conhecer lugares diferentes como desertos, montanhas, praias, dunas e formações rochosas em uma única viagem, o Chile é uma ótima opção e compõe algumas das paisagens mais bonitas das Américas. Se preferir curtir um único estilo de viagem, você ainda vai encontrar inúmeras opções de passeio.

Separamos alguns dos destinos preferidos entre os que visitam o país para contar um pouquinho a vocês. São eles: Santiago, San Pedro de Atacama, Puerto Natales, Chillán, Patagônia, Rota do Fim do Mundo, Vina Del Mar e Valparaíso. Vale ressaltar que não é preciso visto para entrar no Chile.

Para quem está indo pela primeira vez, nós recomendamos a equipe da Samba Tour Brasil. É uma agência que trabalha com o atendimento personalizado aos viajantes, eles são responsáveis por dar um bom suporte aos brasileiros, principalmente aos de primeira viagem. O legal de contratar o serviço é que eles fazem um atendimento de acordo com os seus objetivos e também o seu bolso.

Como é o clima:

O extenso território faz com que o país possua diferentes climas. A região central do país possui variações na temperatura semelhantes as do Brasil, predominante frio no inverno e bastante quente e seco no verão.

As temperaturas no inverno ficam entre 15 e 20º C, podendo chegar a 0 grau no período noturno. No verão, as temperaturas ficam em torno de 35º C e o tempo seco exige o uso constante de hidratantes para pele.

Na região sul do país predomina o com clima de inverno da região central e na região norte, as características são muito parecidas com a do verão no centro do país.

Moeda do país:

A moeda corrente no Chile é o peso chileno. Em janeiro de 2017, 1 real está sendo comprado a 205 pesos. O dólar está por volta dos 650 pesos. É preciso sempre verificar as cotações atuais no site Cambios Santiago.

Não vale a pena comprar peso chileno no Brasil, a cotação parece barata, mas na média é 20% mais cara do que você conseguiria por seus reais em Santiago. Nas casas de câmbio do Centro e de bairros importantes de Santiago costuma-se conseguir uma boa cotação por reais e é melhor nos dias de semana, durante o expediente bancário.

Para ficar isento dos 19% ICMS chileno, conhecido como IVA, sobre as diárias de hotéis é preciso pagar a hospedagem em dólar ou com cartão de crédito internacional.

Vale lembrar que caso você vá para o Atacama, Lagos Andinos ou Patagônia chilena, não vale a pena levar reais porque a cotação não será tão boa como em Santiago.

SANTIAGO:

A capital Santiago é charmosa e impressiona os visitantes ainda lá de cima. Do avião é possível enxergar a imensidão e a maravilha que é a Cordilheira dos Andes. Santiago tem mais de 6,5 milhões de habitantes em sua região metropolitana, é bem arborizado, tem um sistema de metrô eficiente e pontos turísticos que atraem pessoas de todos os cantos.

Apesar de ser uma cidade grande e bem movimentada, Santiago ainda reserva em alguns de seus bairros a boemia e tranquilidade. Uma viagem à cidade é interessante para conhecer edifícios históricos, visitar museus e parques com uma bela visão panorâmica, passear por vinícolas, experimentar vinhos, desfrutar de boas refeições e esquiar.

Quando ir:

Santiago tem estações bem definidas. O verão tem dias longos, com muitas horas de sol, já o inverno conta com dias mais curtos. É super indicado para curtir a neve dos Andes e passar o dia em uma estação de esqui. Durante o inverno, o clima é predominantemente seco, não se esqueça de levar hidratantes para o corpo e lábios, para não provocar o ressecamento da pele. A temperatura média anual da cidade é 14ºC, então não importa a época escolhida para viajar, leve um casaco de frio.

Do aeroporto ao centro:

O Aeroporto Internacional de Santiago também é conhecido como Aeroporto Internacional Comodoro Arturo Merino Benítez, fica a 25 km do centro da cidade. É o principal aeroporto de Santiago para rotas internacionais, mas infelizmente não existe transporte público que faça o trajeto do aeroporto para o centro.

Você pode fazer este trajeto de quatro maneiras, ônibus, vans, táxi ou aluguel de carro. A opção mais econômica é ir de ônibus. Existem duas linhas especiais para esse trajeto: TurBus e Centropuerto e as passagens custam em média 1.600 CLP, o trajeto demora cerca de 45 minutos. As empresas Transfer Delfos e Transvip também fazem o trajeto de van, elas são mais baratas que o táxi, custam a partir de 3.000 CLP, mas demoram um pouco mais caso você não seja o primeiro a ser deixado.

Táxi é a opção mais rápida e também mais cara para chegar ao centro da cidade. Custa em média de 12.000 a 30.000 e leva cerca de 20 minutos para chegar, dependendo do trânsito. Existem diversas empresas no aeroporto que realizam o aluguel de carros e pode ser uma opção para quem deseja se deslocar dentro do país.

Como se deslocar:

Duas boas opções são o metrô e os táxis. O metrô de Santiago é um dos mais modernos da América Latina, conta com cinco linhas, 108 estações e 103 km de extensão, é bem fácil se locomover de metrô dentro da cidade. Os táxis costumam ser baratos, mas é sempre bom negociar o valor com antecedência ou exigir o taxímetro para que não surjam surpresas desagradáveis ao final da corrida.

Onde comer:

A culinária Chilena oferece as mais diversas opções pra quem está disposto a apreciar as delícias locais. Este país muito fértil te dá ainda a oportunidade de experimentar novas frutas, verduras e legumes. Peixes, frutos do mar, a centolla (caranguejo gigante), o pastel de choclo, carnes e as empanadas são algumas das gostosuras a apreciar em uma viagem a Santiago.

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Pode parecer estranho num primeiro momento, mas eles comem tudo com abacate, que chamam de palta. Abacate está presente em todas as refeições, no café da manhã, no hot dog, na salada e diversos pratos. O pisco sour e os vinhos são bons acompanhamentos para as refeições para quem aprecia esse tipo de bebida alcoólicas No verão, não deixe de provar o mote con huesillos, tradicional bebida doce sem álcool com pêssegos e grãos de trigo.

O Mercado Central, apesar dos preços não muito baratos, é um bom lugar para comer peixes e frutos do mar em Santiago, mas há também ótimos restaurantes na região de Providência e opções mais simples e baratas nos arredores da praça central.

Alguns lugares legais para conhecer:

  • Patio Bellavista: O local concentra diferentes estabelecimentos comerciais e é uma excelente opção para encontrar bares e restaurantes próximos uns aos outros. O Pátio oferece ainda algumas lojinhas e pode render compras de artesanato ou vestuário.
  • Tiramisú: É uma pizzaria em Las Condes e faz sucesso devido ao custo-benefício e ao sabor que oferece. As pizzas são consideradas individuais, mas para quem não tem um apetite tão grande servem duas pessoas.
  • Restaurante Giratório: Esse é o lugar para quem quer fazer uma boa refeição acompanhada de uma vista panorâmica de Santiago. O Restaurante Giratório funciona para almoço e jantar e tem preços mais em conta durante o almoço.

Dica para fotógrafos:

Casa Lastarria: Durante a nossa passagem em Santiago, aproveitamos para realizar um trabalho fotográfico de um casal de Brasileiros em lua de mel. Além de uma comida maravilhosa, o restaurante tem todo um charme e fica em um bairro cheio de luzes e ângulos perfeitos para ensaios.

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Opções vegetarianas:

Santiago tem muitos restaurantes vegetarianos e naturais, ou bares com opções veganas, os mesmos possuem boa reputação, por sua comida saborosa e preços razoáveis. Este site possui diversas opções bacanas, mas elencamos aqui três dos principais restaurantes indicados por chilenos vegetarianos.

  • Vegan Bunker: Primeiro restaurante totalmente vegano em Santiago. Ele possui uma decoração delicada, preço justo e é fácil de chegar.
  • Soju: Oferece diferentes pratos típicos, a maioria veganos e baratos. O restaurante fica dentro da galeria Santiago.\
  • Naturista: Apresenta uma comida saborosa com variedades tradicionais de omeletes, panquecas, saladas, massas e risotos vegetarianos.

 

Uma loja especializada e muito comum é a Tostaduria, uma rede de mercados de grãos onde você pode encontrar farinha, arroz, feijão, nozes, frutas secas, e itens importados, como homus e café turco, em meio a uma coleção de outras especialidades.

Lugares imperdíveis em Santiago:

  • Plaza de Armas: Faz parte do centro histórico da cidade e é considerado o marco zero do Chile. A praça abriga os principais símbolos arquitetônicos da era colonial, como a Prefeitura e a Catedral Metropolitana, o principal templo católico do país.
  • Cerro Santa Lucia: Um dos pontos mais altos de Santiago traz um mirante no topo onde a vista da cidade é realmente incrível. O local possui ainda uma arquitetura e história fantásticas. Muitos moradores costumam estender toalhas em dias de sol e ficar curtindo o visual. É fácil de chegar de metrô pela estação Santa Lucia e não precisa pagar, apenas ter fôlego para subir os degraus e chegar até a vista do mirante.
  • Cerro San Cristóbal: O local tem 880 metros de altura, é o cerro mais alto de Santiago e onde se tem a vista mais bonita da parte moderna da cidade, onde se consegue ver as cordilheiras ao fundo. Ele fica localizado no bairro Bellavista, você pode pagar 2.000 pesos ida e volta e subir e descer de funicular.
  • La Chascona: É uma das três casas-museu do poeta e escritor chileno Pablo Neruda, ganhador do Nobel de Literatura em 1971. A visita custa 6.000 pesos e dura em média 40 minutos, conta ainda com a ajuda de um guia de áudio em português para acompanhá-lo. O lugas é bem pertinho do Cerro San Cristóbal que mencionamos acima.
  • Mercado Central: Lugar que abriga restaurantes, marisquerias e lojas de produtos artesanais. É um lugar bem legal para conhecer, senão para almoçar por conta dos preços caros, pelo menos para visitar. Se tiver a chance de comer por lá aprecie os frutos do mar, mas não espere pagar pouco pela centolla (caranguejo chileno gigante).
  • Palacio de La Moneda: Atualmente é a sede da Presidência da República do Chile. O prédio foi projetado inicialmente para abrigar a Casa da Moeda, quando o Chile era uma colônia espanhola e foi parcialmente destruído em 1973 com o golpe militar, porém mais tarde foi reconstruído.
  • Museu de Arte Pré-Colombiana: Um museu localizado em um prédio datado de 1805 e tem a curadoria de arqueólogos experientes. Ele abriga mais de duas mil peças indígenas que habitavam a América antes da chegada de Colombo.
  • Vinícola Concha y Toro: Não deixe de passar por Santiago sem conhecer pelo menos uma vinícola, que fazem parte do turismo na região. Vamos falar desta que é a mais famosa da América do Sul e possui duas opções de tours, que devem ser agendados. Na época de vindima (fevereiro e março) é possível conhecer ainda as parreiras repletas de uvas com mais de cem variedades.
  • Valle Nevado: É um dos maiores centros de esqui da cidade e fica aproximadamente 60 minutos do centro da cidade. Para chegar até lá você pode contratar esses ônibus de excursão ou alugar um carro. O local possui diversas pistas de esqui, snowboard e fica aberto de junho até setembro, períodos de maior quantidade de neve. Se você estiver disposto a esquiar ou aprender a esquiar, reserve o dia todo para a atividade, se for apenas ver a neve dá para fazer em meio dia.

SAN PEDRO DE ATACAMA:

Neste lugar você vai encontrar paisagens espetaculares em um pequeno povoado chileno. O Atacama reserva belezas naturais incríveis, como cordilheira, gêiseres, sítios arqueológicos, ricas cultura e história, além do céu espetacular, considerado um dos melhores para observação astronômica no hemisfério sul.

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Na cidade é possível fazer inúmeros passeios, mas se optar por fazer boa parte deles você vai gastar bastante. Abaixo nós listamos os melhores, de acordo com a nossa opinião e você escolhe o que cabe no seu bolso e tempo.

Como chegar:

Há duas maneiras de se chegar a San Pedro de Atacama partindo de Santiago, uma é de avião e outra é de ônibus. O trajeto de avião entre Santiago e Calama demora cerca de 2h e as empresas que operam nesse trecho são a Lan e a Sky. Quando chegar no aeroporto de Calama a melhor opção de custo-benefício até San Pedro é contratar um serviço de transfer, mas faça a reserva pela internet com antecedência para garantir sua vaga. O transfer custa em torno de 12.000 pesos por pessoa.

Se você curte algo mais radical, a Riders Moto Experience, tem um tour exclusivo para os aventureiros de 2 rodas.

A viagem de ônibus também é uma opção boa e barata, além disso, as estradas costumam ter condições bem favoráveis para viagens terrestres. A única coisa ruim é o tempo da viagem que leva quase 24 horas, enquanto de avião demora apenas 2 horas. A vantagem é que as empresas oferecem ônibus direto para San Pedro de Atacama, facilitando o deslocamento. As empresas TurBus e Pullman prestam esse serviço. Não esqueça que no Chile cada empresa de ônibus possui um terminal próprio e não funciona como no Brasil, que uma única rodoviária recebe ônibus de diversas empresas.

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  • Valle de La Luna: O vale fica a cerca de 13 km de San Pedro, na Reserva Nacional Los Flamencos. O nome vem da semelhança da paisagem lunar e suas cores, formas e o cenário ao redor produzem uma visão especial. Esse passeio dá pra fazer por agência ou por conta. Fechando o passeio em uma agência você visita o Valle de la Muerte, Piedra del Coyote, Cavernas de Sal, Três Marias e Duna Mayor. Se fizer por conta e de bike ele sairá por mais ou menos 6 mil pesos, já com a agência o passeio sairá por 10 mil.
  • Valle de La Muerte: Uma área de cânions e dunas, com formações enormes e pontiagudas. Em uma parte do passeio é permitido andar por entre essas grandes formações arenosas, mas o visual maravilhoso que você vai ver vem do mirante que oferece uma vista panorâmica, de onde você pode notar os diferentes tons e camadas de sedimentos que formam o vale. Esse passeio quando fechado com agências geralmente está ligado ao Valle de La Luna e à Pedra do Coiote e custa em média 10 mil pesos.
  • Geiseres Del Tatio: Local onde as nascentes termais lançam água quente e vapor formando um dos mais belos espetáculos naturais do Atacama. Os gêiseres ficam a cerca de 90km de San Pedro. Neste passeio, depois de ver os gêiseres você vai a um lugar com águas termais e no final você visita uma vilazinha (Machuca). Esse passeio custa cerca de 20 mil pesos e inclui o transporte e café da manhã.
  • Laguna Cejar e Laguna Tebinquiche: O passeio começa na Laguna Cejar, que é uma lagoa de águas cristalinas e azuladas, composta por 40% de sal. A consequência de ter tanto sal em suas águas é que ao mergulharmos, nós não afundamos. Apesar da água gelada, é uma experiência incrível! O sal é realmente forte, por isso não mergulhe a cabeça, deixe-a sempre para fora da água. Próximo à lagoa, há um local para tomar um banho sem sal, com banheiros e vestiários para trocar de roupa. A Lagoa Tebinquinche não permite mergulho, o que chama atenção é que a lagoa tem água, como as outras, mas tem também blocos de sal que formam um cenário encantador. O passeio custa entre 15 mil e 19 mil pesos e acontece durante a tarde.
  • Tour Astronômico: Existem várias agências que operam esse passeio. Algumas fazem apenas descrição das estrelas e constelações que podem ser vistas a olho nu, outras mais sofisticadas já contam com poderosos telescópios. É uma sensação indescritível, não deixe de fazer quando for ao Atacama, você ainda acaba aprendendo mais sobre as estrelas, os planetas, as galáxias e o universo. Ele custa em média 20 mil pesos.
  • Salar de Tara: Esse é um dos passeios mais bonitos no Atacama. É composto por uma lagoa que está a mais de 4.000 metros de altitude e por formações rochosas enormes, conhecidas como catedral. Na lagoa costuma haver dezenas de flamingos e algumas agências param nessa área para servir o café da manhã e para que os visitantes façam fotos. O passeio custa entre 50 e 60 mil pesos.

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PUERTO NATALES:

Uma cidade que fica a mais de 2 mil km ao sul de Santiago e 250 km de Punta Arenas. Muito graciosa e pequena, Puerto Natales tem menos de 20 mil habitantes, é rodeada por montanhas, estâncias e pequenas propriedades agrícolas, além do comércio e pequenos museus.

A cidade de entrada para a Patagônia Chilena está no centro para todos os passeios. Aqui, localizam-se hotéis, restaurantes e agências de turismo. As excursões pela cidade permitem que os viajantes mantenham contato com a cultura da população local, desde os indígenas Aónikenk e Kawésqar até os pioneiros criadores de ovelhas.

Vale a pena pegar uma bike e pedalar pela cidade.

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Como chegar:

O aeroporto de Puerto Natales só abre na alta estação. Saindo do Brasil direto para Puerto Natales, os aeroportos mais estratégicos são os de Punta Arenas, no lado Chileno, e os de El Calafate e Rio Gallegos, no lado Argentino. No Chile existe uma escala em Santiago antes da chegada à Punta Arenas e os vôos são operados pela Latam e Sky Airlines. Já no lado Argentino, a escala é feita em Buenos Aires e os vôos são operados pela Aerolíneas Argentinas/Austral e pela Latam.

O que fazer em Puerto Natales:

  • Torres del Paine: Localizada a 115 km de Puerto Natales, é um Parque Nacional e a síntese da Patagônia Chilena, com muitas montanhas e lagos. O lugar não possui diversos hotéis, restaurante, comércio, transporte público, nem ruas e estradas, é uma região de natureza extremamente exuberante. Reserva da Biosfera pela UNESCO desde 1978, o parque tem uma área de aproximadamente 227.000 hectares. Seu principal atrativo é a Cordilheira Paine. Há alguns animais selvagens como ñandu (tipo avestruz), guanaco, huemul (animal símbolo do Chile), condor, entre outros. Existem alguns poucos hotéis e alojamentos e o jeito mais comum de se conhecer Torres del Paine é realmente acampando e fazendo trilhas a pé. Não é à toa que o destino é conhecido pela prática de trekking. Entretanto, o Parque é enorme, e tem uma variedade imensa de lagos, mirantes e montanhas. Muitos desses são acessíveis por carro ou curtas trilhas, o que permite que pessoas não muito dispostas a caminhar tanto explorem e se impressionem com a região.
  • Cueva Del Milodón: Localizado a 25 km de Puerto Natales, para visiá-lo você pode ir com um carro alugado, ou pegar uma excursão. A caverna tem 30 m de altura e 200 de profundidade. Na entrada da cueva você vai encontrar com uma réplica em tamanho natural do milodón- uma espécie de preguiça gigante – que em pé atingia 3m de altura. O animal teria vivido há 10 mil anos. Herbívoro e inofensivo teria sido caçado até a extinção pelos primeiros povoados que teriam chegado a essa região.
  • Glaciar Grey: Pertence ao Parque Nacional Torres Del Paine e é uma parede de gelo impressionante, com 19 km de extensão. Dividida por um ilha, ela permite que os turistas menos cheguem bem próximos das formações incríveis de cor azul intenso. O passeio é feito de barco, com 3 horas de navegação e é um tour de dia inteiro. Para quem curte atividades radicais e tem bom preparo físico, a dica é o trekking no glaciar, ou caiaque.

CHILLÁN:

Uma cidade antiga, tranquila, fundada em 1565, mas com a maioria de suas construções recentes após o terremoto de 1939. Chillán é um lugar agradável para dar uma descansada se você está viajando por terra de Santiago rumo à Patagônia ou à Região dos Lagos.

A grande atração da cidade são os termas e a neve. Chillán possui outros hotéis mas caso queira se hospedar na estação de Chillán, você pode contar com 2 hotéis: o Nevados e o Alto Nevados. Ambos possuem diferentes tipos de hospedagem e serviços.

O outono e inverno são bem frios, no estilo congelante. É recomendável roupas bem que aqueçam bem, pois lá as temperaturas negativas são frequentes, pode chegar a menos 12ºC, então esteja preparado para isso. O verão deles pode chegar a até 35ºC.

Como chegar:

É possível chegar em Chillán de diversos meios de transporte, como avião, carro, ônibus e trem. De avião é possível apenas em alta temporada, quando há voos regularmente saindo de Santiago que fazem a viagem em 1 hora. Há ônibus diretos e trens diários de Santiago para Chillán, o tempo de duração tanto de ônibus quanto de trem é em média 5 horas.

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O que fazer em Chillán:

  • Estação Chillán: Existem diversas estações de esqui, as mais famosas e também mais caras são Valle Nevado e El Colorado. Optamos por falar de uma muito legal e mais em conta, a estação Chillán. Sem muitas atividades noturnas e longe do tumulto, ela não é pequena, possui 11 teleféricos e 32 pistas e é uma das poucas estações onde se pode esquiar entre as árvores. Possui ainda piscinas térmicas com entradas à parte e preços bem mais acessíveis, principalmente se levarmos em conta: Alojamento, Ingresso da Pista, Aluguel de Equipamentos e Alimentação. Apesar de ser menos conhecida e com menor infraestrutura, a estação de Chillán é excelente, por ser mais baixa dos que as demais estações possui alguns bosques, que permitem que as pistas serpenteiem entre as árvores, é uma situação bem interessante para quem se cansa das pistas retas de El Colorado, por exemplo. A comida na estação não é muito boa, eles têm algumas sopas ralas, uns sanduiches, burritos e batata frita. Também não é muito barato, por volta de 25 reais, mas pelo menos garante seu estômago durante o dia.
  • Vale Las Trancas: Se está dentro dos seus planos esquiar nas Termas de Chillán/ Nevados de Chillán, você precisa conhecer o Vale Las Trancas. É um lugar que tem um clima muito descontraído, principalmente durante o inverno, quando as pessoas se preparam para as nevadas, com esquiadores e turistas de todo o canto trazendo um cenário ainda mais emocionante. Esta vila conta com uma beleza natural impressionante, além de uma variedade de restaurantes, pubs, cafeterias, pizzarias, acomodações baratas, lojas de aluguel de equipamentos de esqui e até mercadinhos. Lá você pode fazer trilhas, ciclismo, escalada e passeios a cavalo, entre rios, cascatas, penhascos e bosques. Se optar pela visita durante o inverno, aproveite a variada oferta de cabanas que permitirá que você descanse bem pertinho das almejadas pistas de esqui e águas termais.
  • Mercado Artesanal: Um lugar agradável para quem deseja comprar os mais variados artesanatos como, túnicas bordadas, ponchos de lã, chapéus, artigos de couro. Lá também é possível comer pratos regionais em pequenos restaurantes, pagando pouco.
  • Salto de Laja: São impressionantes quedas d’água, como uma Foz do Iguaçu chilena. É formado por quatro quedas d’água do Rio Laja que caem de uma altura de até 55 m e formam um canyon com 4 km de comprimento. A parte superior do rio Laja, afastada das quedas, não é funda, e no verão pode-se banhar em suas águas.

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Onde se hospedar:

Procure um local que fique nas margens do caminho que vai direto ao centro de esqui Nevados de Chillán, porque em dias de muita neve essa via é constantemente supervisada pela municipalidade. Existem hospedagens para diversos tipos de gostos e bolsos que vão desde hostels, cabanas até hotéis mais caros. Nós optamos por ficar em cabanas e foi uma experiência realmente incrível. O lugar que ficamos hospedados em Chillán chama Cabañas Villa San Bruno. Elas estão localizadas no coração do vale Las Trancas, são cabanas charmosas e preparadas para receber grupos 4, 6, 8 ou 10 pessoas. As cabanas são muito aconchegantes, possuem aparelhos de aquecimento e cozinhas completas além da simpatia e atenção das proprietárias Dona Pillar e Jocelyn. Saiba mais aqui.

PATAGÔNIA: 

Conhecido como rota do fim do mundo, este é um dos lugares mais belos do mundo e eleito como um dos melhores para os amantes de trekking, que podem optar por circuitos de até nove dias. A maior parte da Patagônia fica localizada em território argentino, mas há uma extensão no Chile que deslumbra com cenários arrebatadores. É possível enxergar de um lado os Andes, gigantes e impressionantes nevados de granito, de outro, o Oceano Atlântico, riquíssimo em espécies marinhas.

A variada geografia permite ao viajante fazer todos os tipos de turismo ecológico. Existem os passeios em que uma van deixa o visitante nas melhores paisagens, com o maior conforto, passeios de caiaque ou rafting para ficar ao lado de fiordes e lagos. Para contemplar a natureza o ideal são caminhadas e trekkings que te dão a sensação de ser abraçado pela imensidão. Há ainda escaladas, montanhismo, mountain bike, corrida de aventura e travessias de vários dias.

Não é possível conhecer toda a Patagônia em apenas uma viagem, então é preciso planejar bem seus roteiros. Esta viagem vai te oferecer oportunidades valiosas de ter um contato com a natureza e uma forma delas é a visita a uma das colônias de pinguins próximas à Punta Arenas: Isla Magdalena e Seno Otway.

A região dos Andes tem forte tradição nos esportes de inverno, além da pesca esportiva, a navegação por glaciares milenares, trekking, acampamento, escalada, montanhismo, na qual, a ritmo forte, cresce uma impressionante oferta para o turista com hotéis de até cinco estrelas, estâncias simples ou luxuosas pousadas, refúgios e cabanas.

O Chile abriga a geografia mais isolada da Patagônia, onde é possível navegar pela terceira maior extensão de gelos continentais do mundo, uma área de 21 mil km² que inclui atrativos como o Parque Nacional Laguna San Rafael e o glaciar Exploradores, nos Campos de Gelo Norte.

Quando ir:

Há duas estações bem distintas na região da Patagônia, uma com sol e vento, e outra com frio e neve. Durante o verão, os dias são longos e a temperatura, mais amena. A média fica em torno de 13°C a 20°C, mas os fortes ventos podem chegar a 120km/h. Neste período é possível fazer passeios mais longos e observar a fauna e a flora, que nessa época estão no auge, além de ser ótimo para caminhadas, trekking e observação dos lagos cristalinos.

No inverno, a paisagem fica completamente branca por conta da neve, mas o começo da estação ainda permite que as pessoas caminhem pelas montanhas, apesar dos dias serem mais curtos, o sol nasce às 09h e se põe às 17h. A temperatura mínima chega a 0ºC, mas a falta de vento permite uma caminhada agradável. No auge do inverno, entre julho e agosto alguns hotéis fecham as portas e não é possível realizar todos os passeios.

As chuvas costumam ser mais frequentes em abril e maio, durante o outono, mas também podem ser encontradas entre novembro e janeiro, o que é menos comum.

Como chegar:

Se você estiver em Santiago, entre os meses de dezembro e fevereiro, poderá fazer o caminho até Puerto Natales de avião e levará apenas 1 hora. A Latam iniciou os serviços nesta temporada que oferecem opções de voo duas vezes por semana e vai poupar os visitantes do trajeto antigo, três horas de carro ou de ônibus saindo de Punta Arenas, servida por voos o ano inteiro.

O que levar:

Isso é mais fácil do que você imagina, leve de tudo. Pense em São Paulo, onde tudo pode acontecer no mesmo dia, assim é mais ou menos na Patagônia, mas conte com uma temperatura muito mais baixa e leve em consideração que a temperatura pode aumentar ou diminuir 20ºC no mesmo dia. Leve todos os artigos como, boné, botas, óculos de sol, capa de chuva, agasalho, protetor solar e uma roupa bem confortável. Não deixe de se hidratar e se alimentar bem.

Onde ir:

  • Torres del Paine: O Parque Nacional é o ponto mais famoso da Patagônia chilena. Conhecido pelos rochosos de granito, o local está a 100 km de Puerto Natales (como mencionamos aqui – colocar link de Puerto Natales) e traz belezas exuberantes com opções de passeio para todos os tipos de viajantes.
  • Laguna San Rafael: Outro clássico da Patagônia chilena e foi declarada Reserva da Biosfera pela UNESCO. Uma região de quase 2 milhões de hectares, recortada por imensos blocos de gelo que podem ser vistos dos botes que se aproximam a poucos metros das geleiras.

VIÑA DEL MAR:

Um dos mais importantes balneários do Chile encanta por suas praias, diversas áreas verdes e pelos castelos e palácios construídos no começo do século passado. O mar é gelado por conta da influência da corrente de Humboldt, que vem da Antártica e sobe por quase todo o litoral chileno. A gastronomia no local é rica, simples e saborosa, repleta de pescados e frutos do mar.

Localizada a 120 km de Santiago e com uma população de aproximadamente 300 mil habitantes, Viña del Mar é uma cidade que pode ser visitada durante o ano inteiro. Também conhecida como “Cidade Jardim”, possui uma grande infraestrutura hoteleira e gastronômica que ajudam a fazer do turismo a sua principal atividade econômica. O passeio na cidade baseia-se em curtir as praias e andar pelo calçadão cheio de jardins.

Como chegar:

A maneira mai simples de chegar a Viña del Mar é de carro, ou ônibus da TurBus e da Pullmann que saem de Santiago a cada 15 minutos e levam 1h30 até a cidade. Se vier de Valparaíso, ou for para lá depois, faça o trajeto de metrô, a viagem demoram apenas 20 minutos.

O que fazer:

  • Castillo Wulff: O Castelo Wulff tem uma arquitetura espetacular e foi uma construção encomendada pelo empresário alemão Gustavo Wullff em 1906, que o quis para ser sua casa. O castelo fica em cima das rochas na orla da praia Miramar. Hoje o local abriga exposições artísticas temporárias, possui lindos vitrais e um chão de vidro para apreciar a natureza. A entrada no castelo é gratuita e ele funciona de terça à domingo, das 10h às 13h30 e das 15h às 17h30.
  • Relógio das Flores: Seu principal cartão postal é um grande jardim bem na entrada do município, que possui um grande relógio com flores que formam os números e o nome da cidade. É um lugar bem legal para tirar fotos, mas muitos turistas acabam vendo o relógio apenas pela janela do carro ou do ônibus porque não há nenhum estacionamento próximo a ele no sentido Valparaíso – Viña del Mar.
  • Casino de Viña del Mar: Esse é o cassino mais antigo do Chile, inaugurado em 1930. Ele fica localizado em um grande resort, junto a um complexo de bares, restaurantes e boates de frente para o mar. Ele funciona 24 horas por dia, possui 1200 máquinas, 80 mesas de jogos e é proibida a entrada de menores de 18 anos.
  • Playa Reñaca: Conhecida pelo mais belo pôr do sol da cidade, se destaca por sua orla enorme e rochedos paradisíacos. Além disso, possui animais que não estamos acostumados a ver nas praias do Brasil, como o leão marinho, além de diversos pássaros que tomam sol junto aos turistas. A água é bem gelada, mas o lugar é lindo e a maioria das pessoas adoram ir para Reñaca, até mesmo os próprios chilenos.
  • Parque Quinta Vergara: O local possui lindos jardins com milhares de espécies de planta do mundo todo e abriga ainda o Museo Artequin, o Palácio Vergara e o Anfiteatro de la Quinta Vergara. O Museo Artequin é um museu interativo que incentiva as crianças à entrar em contato com a arte. O Palácio Vergara era a antiga casa do fundador da cidade, José Francisco Vergara e o Anfiteatro de la Quinta Vergara é um espaço com capacidade de 16 mil pessoas, de uma arquitetura inovadora e que sedia um evento anual chamado Festival Internacional da Canção de Viña del Mar.

Onde comer:

A gastronomia local é espetacular. A cidade portuária possui em sua maioria, restaurantes especializados em frutos do mar e culinária mediterrânea. Os restaurantes apresentam em sua maioria opções vegetarianas, destacamos alguns que valem muito a pena para esse público que como nós busca sempre alternativas vegetarianas.

  • Restaurante Quinto Poniente: É considerado um dos melhores de Viña del Mar por muitos turistas. Ele promete uma experiência de reconhecimento, memória e modernidade por meio de seus pratos. A diversidade é enorme, vai de sopas à pizzas e há muitas opções vegetarianas.
  • Taqueria La Mexicana: A melhor opção para vegetarianos que gostam de comida mexicana. O cardápio tem vários pratos lacto vegetarianos e para veganos eles tiram queijos e cremes sem problemas.

VALPARAÍSO:

Fundada em 1554 pelo espanhol Pedro de Valdívia, é uma das cidades mais antigas do Chile e possui uma área histórica considerada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Valparaíso tem cerca de 300 mil habitantes e é a Capital Legislativa da República do Chile. Sua geografia é repleta de morros na beira do mar, são 42 morros e colinas, que os chilenos chamam de cerros. Para ajudar a população e os visitantes a subirem as ladeiras inclinadas, há 15 elevadores espalhados pela cidade.

Muitas vezes, quem chega a Valparaíso pela primeira vez pode se assustar com a altura dos morros e com a aparência desorganizada da cidade, mas nada que você não vá se acostumando e comece se encantar cada vez mais. A arte de rua é incrível, somada às casas coloridas, as ladeiras, a vista pra o mar e ao ambiente boêmio são apaixonantes. Passear pelas ruas, curtir o visual panorâmico da cidade e do mar é o ponto alto da visita à Valparaíso.

Como chegar:

Se vier de Santiago, ônibus da TurBus e da Pullmann saem a cada 15 minutos do Terminal Alameda, e levam 1h30 até a cidade. Ir de carro é interessante, porque você pode fazer de Valparaíso a base para explorar o litoral norte e também em Isla Negra, uma hora para o sul, onde está a mais bonita das casas de Pablo Neruda. Se estiver vindo de Viña del Mar, a viagem de metrô é feita em apenas 20 minutos.

O que fazer:

  • Ascensor Artilleria: Um elevador que faz a ligação entre a Plaza Wellright, na estação baixa, e o Paseo 21 de Mayo, na estação alta. Ele percorre uma distância de 175 metros, numa inclinação de 30 graus, atingindo 80m de altura. São dois vagões, cada um com capacidade para 25 pessoas, que se revezam e enquanto um sobe, o outro desce. O trecho custa 300 pesos.
  • Paseo 21 de Mayo: É o principal mirante da cidade, com uma vista panorâmica incrível, tendo à sua frente o porto de Valparaíso. No local há uma feirinha com várias barracas de artesanato.
  • Museo Naval y Maritimo: Retrata a história chilena com enfoque nas grandes navegações, com direito a diversas réplicas perfeitas das antigas embarcações. A coleção conta com muitas obras de arte, objetos antigos, bustos, vitrais, bandeiras e mapas. O horário de funcionamento é de terça à sábado, das 10h às 17h30.
  • Casa de Pablo Neruda; Um lugar lindo, em que depois de viajar o mundo como diplomata, o poeta encantou-se pela construção na cidade portuária e se mudou pra lá. A arquitetura é fascinante, com suas janelas de escotilhas de navio, além de uma vista linda. O museu fica aberto de terça a domingo, das 10h10 às 18h ou das 10h30 às 18h50 dependendo do período do ano e é possível alugar audioguias. Há também uma lojinha, com postais, camisas, canecas e outros souvenirs.
  • Plaza Sotomayor: É a maior praça da cidade e o que mais chama atenção é o Monumento a los Héroes de Iquique, em homenagem aos mártires que participaram do Combate Naval de Iquique. Abaixo do monumento há um mausoléu onde foram enterrados os corpos dos combatentes.
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